quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

DEUS É LUZ

Tive o privilégio de ministrar a palavra de Deus em minha comunidade (Igreja Batista Boas Novas) no último dia 19/02/2017.

Tema: Deus é Luz
Texto: 1 João 1.5-8





Se for melhor, ouça o áudio no player abaixo:


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

TALMIDIM 061

Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia. Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém.
Mateus 6.9-13
PAI NOSSO

Os mestres espirituais sempre ensinaram seus discípulos a orar. A oração de um mestre reflete não apenas a maneira como ele se relaciona com o sagrado e o divino, mas também a síntese de seu ensinamento, seu pensamento sobre Deus e o mundo. A oração do Pai-nosso segue essa tradição. Jesus aborda pelo menos quatro das grandes angústias da alma humana: a falta de sentido, o apelo dos desejos, o peso da culpa e o medo do mal.

A maioria das pessoas se pergunta a respeito do sentido do mundo e da vida. Certa vez, vi uma estranha pichação em um muro: “Olhe ao redor: estranho, né?”. De fato, o mundo a nossa volta parece sem sentido, como parece sem sentido nossa própria vida dentro deste mundo. Jesus nos diz que o sentido da vida está no reino de Deus. Quando o nome de Deus é santificado e seu reinando se manifesta, então sua vontade é feita tanto na terra como no céu.

O apelo dos desejos exige a satisfação tanto das necessidades do corpo como da alma. Jesus nos ensina a pedir o pão nosso de cada dia, isto é, buscar em Deus a plena saciedade.

O peso da culpa que nos consome revela nosso senso de inadequação e miserabilidade. Jesus nos ensina a suplicar o perdão de Deus. Finalmente, o medo do mal e do maligno nos aflige. Jesus nos mostra que é possível encontrar em Deus o refúgio, a vitória sobre a tentação e a condição de enfrentamento da maldade.

A súplica pelo reino de Deus nos ajuda a enxergar o mundo com os olhos de Deus. O pão do céu aquieta o corpo e a alma. O perdão de Deus enche o coração de paz. E a certeza de vitória sobre o mal nos faz caminhar pela vida sem medo. Mais do que um mantra ou uma ladainha a ser repetida, a oração do Pai-nosso é um caminho.
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Referência do texto: KIVITZ, Ed René. Talmidim: o passo a passo de Jesus. São Paulo: Mundo Cristão, 2012. Página 67.

Transcrição: Deivid Liberto

sábado, 18 de fevereiro de 2017

TALMIDIM 060

E quando vocês orarem, não sejam como os hipócritas. Eles gostam de ficar orando em pé nas sinagogas e nas esquinas, a fim de serem vistos pelos outros. Eu lhes asseguro que eles já receberam sua plena recompensa. Mas quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está em secreto. Então seu Pai, que vê em secreto, o recompensará. E quando orarem, não fiquem sempre repetindo a mesma coisa, como fazem os pagãos. Eles pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não sejam iguais a eles, porque o seu Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem.
Mateus 6.5-8
ORAÇÃO

As práticas milenares da sedaqah , obras de justiça do judaísmo, eram o jejum, a oração e as esmolas. Depois de ensinar sobre a esmola, Jesus trata da oração. Costumamos associar a oração ao hábito de falar com Deus. Orar seria, portanto, articular nossos desejos, nossas vontades, nossas angústias e nossas súplicas a Deus, nosso Pai. Orar seria falar e falar e falar e falar e falar — com Deus. É, portanto, surpreendente que Jesus nos diga que, para orar, devemos fechar a porta de nosso quarto e nos dirigir para o mais profundo silêncio. Jesus recomenda a introspecção, esse lugar onde Deus, que nos vê em secreto, nos recompensa. No retrato pintado por Jesus, a oração não é algo que Deus ouve, mas algo madre Tereza de Calcutá o que ela dizia a Deus enquanto orava, sua resposta foi muito interessante: “Eu não digo nada, apenas escuto”. Então voltaram a lhe perguntar: “E o que é que Deus fala para a senhora?”, ao que ela respondeu: “Ele não fala nada, apenas escuta”.

 A oração é experimentar Deus além das palavras. Palavras são limitadas demais para expressar essa experiência do divino. Jesus tanto sabe disso que nos recomenda fechar a porta do quarto e buscar a Deus em silêncio. É no quarto a portas fechadas que a verdadeira intimidade é construída. Inclusive com Deus.
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Referência do texto: KIVITZ, Ed René. Talmidim: o passo a passo de Jesus. São Paulo: Mundo Cristão, 2012. Página 66.

Transcrição: Deivid Liberto

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

TALMIDIM 059

Tenham o cuidado de não praticar suas “obras de justiça” diante dos outros para serem vistos por eles. Se fizerem isso, vocês não terão nenhuma recompensa do Pai celestial. Portanto, quando você der esmola, não anuncie isso com trombetas, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, a fim de serem honrados pelos outros. Eu lhes garanto que eles já receberam sua plena recompensa. Mas quando você der esmola, que a sua mão esquerda não saiba o que está fazendo a direita, de forma que você preste a sua ajuda em segredo. E seu Pai, que vê o que é feito em segredo, o recompensará.
Mateus 6.1-4
ANONIMATO

O assunto agora é a prática das “obras de justiça”, que os profetas de Israel chamavam de sedaqah. Para Jesus e os profetas, dar esmolas aos necessitados não é uma obra de bondade, mas um ato de justiça.

Os discípulos de Cristo não praticam a justiça porque são virtuosos — e, de acordo com ele, muito menos porque escondem algum interesse de recompensa com suas obras. Os talmidim de Jesus praticam a justiça porque... bem, porque é justo.

Nós fazemos o que é certo porque é certo e não necessariamente porque teremos alguma vantagem com isso. É assim que Jesus trata nossa prática da sedaqah . Ele diz que a melhor maneira de evitarmos a vaidade ou a sua mão esquerda não saiba o que está fazendo a direita”.

Deixe a recompensa nas mãos de Deus e não espere retribuição por sua prática de justiça. Pense no que é certo e justo e em tudo o que expressa o caráter de Deus. Faça simplesmente o que deve ser feito. Faça o que é certo, independentemente das vantagens ou desvantagens de sua ação. Não se deixe impressionar e jamais busque a aprovação ou o aplauso daqueles que estão ao redor assistindo a seus atos. Deus vê, Deus recompensa — esta é a promessa de Jesus para seus discípulos. O anonimato nos protege e nos coloca em dependência absoluta do Pai.
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Referência do texto: KIVITZ, Ed René. Talmidim: o passo a passo de Jesus. São Paulo: Mundo Cristão, 2012. Página 65.

Transcrição: Deivid Liberto

TALMIDIM 058

Vocês ouviram o que foi dito: “Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo”. Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus. [...] Sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de vocês.
Mateus 5.43-45,48
AMOR

O ambiente em que Jesus ensina seus talmidim é o contexto da religião judaica do primeiro século, onde a interpretação (e obediência) da Torá era o centro de toda a experiência espiritual. O grupo mais radical de compromisso com a lei era o dos fariseus, que, nas palavras do pastor e teólogo alemão Dietrich Bonhoeffer, promovia a “legalização do divino”. É nesse contexto de interpretação e discussão das Escrituras que Jesus aparece confrontando o ódio potencialmente presente no coração de todo ser humano e introduz a singela expressão “amor”. Todos estão debatendo a Lei, mas Jesus está falando de amor.

Jesus está ensinando que a essência do caráter de Deus não é a lei, mas o amor. A espiritualidade do reino de Deus não se restringe a observar regras de comportamento ou abraçar alguma elevada proposta moral. O caminho de Jesus é essencialmente uma experiência de amor. E uma experiência do amor de Deus que transborda para a construção de uma sociedade fundamentada no amor.

O Deus e Pai de Jesus faz o sol se levantar sobre justos e injustos e faz a chuva cair sobre bons e maus. Esse é o caráter de Deus, e Jesus nos convida a sermos assim. Uma vida e uma sociedade nos moldes do coração de Deus não se impõem pelo rigor da regra e pelo controle do comportamento, mas pelas relações de amor fraterno.

Deus não é um legislador implacável nem um juiz punidor. Deus é um Pai amoroso, que convida a todos a uma experiência de amor. No reino de Deus, o Pai é nosso.
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Referência do texto: KIVITZ, Ed René. Talmidim: o passo a passo de Jesus. São Paulo: Mundo Cristão, 2012. Página 64.

Transcrição: Deivid Liberto

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

TALMIDIM 057

Vocês ouviram o que foi dito: “Olho por olho e dente por dente”. Mas eu lhes digo: Não resistam ao perverso. Se alguém o ferir na face direita, ofereça-lhe também a outra.
Mateus 5.38-39
LUTHER KING

Uma leitura desavisada da chamada lei de talião concluiria que ela é um estímulo à vingança: pagar o mal com o mal, na mesma medida — olho por olho, dente por dente. Entretanto, a lei de talião não era um estímulo à vingança, mas um instrumento regulador das retaliações: se você me roubou um boi, eu não tenho o direito de ir até a sua fazenda e queimar todos os seus celeiros e roubar todos os seus bois. Se você me roubou um boi, eu só posso tomar um boi de você. A lei de talião era uma tentativa de frear o exagero de retribuir o mal com um mal ainda maior. O objetivo da lei era estabelecer limites para a maldade e a violência.

Mas Jesus ensina que seus talmidim não devem praticar o “olho por olho e dente por dente”: “Se alguém o ferir na face direita, ofereça-lhe também a outra”. Em vez de devolver o mal, responda pacificamente. Quando Jesus manda oferecer a outra face, está dizendo que não se deve deixar o mal sem resposta. Mas está também dizendo que a resposta deve ser pacífica. Em vez de pagar o mal com o mal, os discípulos de Jesus devem interromper o ciclo da violência. Para que a corrente do mal seja interrompida, alguém deve sofrer o dano, sem devolver ou passar adiante o prejuízo sofrido.

Lembro-me de que quando menino havia uma brincadeira (de mau gosto) na escola. Alguém começava dando um tapa na cabeça do amigo na carteira da frente e dizia: “Passa para frente e não volta!”. Essa brincadeira, no contexto mais amplo da sociedade, é responsável pelas agressões mútuas incessantes e tem gerado a escalada de violência sem limites.

Jesus ensina a resposta pacífica. Para isso, é necessário assumir sozinho o prejuízo que de outra forma seria coletivo. É isso que Jesus espera de seus talmidim. Foi esse ensinamento de Jesus que inspirou homens como Martin Luther King Jr. a jamais retribuir a violência, a não pagar o mal com o mal. Oferecer a outra face — eis o fundamento da cultura de paz.
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Referência do texto: KIVITZ, Ed René. Talmidim: o passo a passo de Jesus. São Paulo: Mundo Cristão, 2012. Página 63.

Transcrição: Deivid Liberto

TALMIDIM 056

Vocês também ouviram o que foi dito aos seus antepassados: “Não jure falsamente, mas cumpra os juramentos que você fez diante do Senhor”. Mas eu lhes digo: Não jurem de forma alguma [...]. Seja o seu “sim”, “sim”, e o seu “não”, “não”; o que passar disso vem do Maligno.
Mateus 5.33-34-37
SIM, SIM E NÃO, NÃO

Quando eu era menino, lembro-me de ter usado muitas vezes a frase “Juro pela minha mãe mortinha”. Jurar colocando em risco a vida da mãe era uma espécie de “garantia” de que estávamos falando a verdade mais verdadeira.

A questão do juramento, em qualquer idade e cultura, nos remete à necessidade de falar a verdade. Mas Jesus vai além e afirma que dizer a verdade é apenas uma parte de nosso caráter, que tem a ver não apenas com nossas palavras, mas também com nossas intenções e ações. Jesus não está apenas dizendo “Não jure falsamente” ou “Trate de cumprir aquilo que você jurou a Deus”, como ordenava a lei de Moisés. O ensino de Jesus é que não juremos de forma alguma. Ele está recomendando que o nosso “sim” seja realmente “sim”, e o nosso “não” seja realmente “não”. Jesus nos ensina que não precisamos invocar uma autoridade maior para dar credibilidade a nossas palavras. O importante é jamais falar da boca para fora, jamais prometer o que não estamos dispostos ou aptos a cumprir. “Não jure nada”, orienta Jesus. “Apenas viva com integridade, e as pessoas saberão que seu ‘sim’ é sim e seu ‘não’ é não”.

Jesus propõe uma relação de absoluta harmonia entre nossos pensamentos, palavras e ações. Os talmidim de Jesus devem ser íntegros — ou seja, não podem pensar uma coisa, falar outra e fazer uma terceira. Jesus nos chama a integridade de pensamentos, palavras e ações. Os discípulos de Jesus são pessoas inteiras — íntegras.
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Referência do texto: KIVITZ, Ed René. Talmidim: o passo a passo de Jesus. São Paulo: Mundo Cristão, 2012. Página 62.

Transcrição: Deivid Liberto