sábado, 4 de fevereiro de 2017

TALMIDIM 038

Depois, o Diabo o levou a um monte muito alto e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e o seu esplendor. E lhe disse: “Tudo isto te darei se te prostrares e me adorares”. Jesus lhe disse: “Retire-se, Satanás! Pois está escrito: ‘Adore o Senhor, o seu Deus, e só a ele preste culto’”.
Mateus 4.8-10
ADORAÇÃO E CULTO
        
A maneira como Jesus responde a essa proposta indecente de Satanás apresenta dois conceitos muito importantes na espiritualidade cristã: a adoração e o culto.

“Adorar” significa prostrar-se e reconhecer a autoridade, a grandeza e a majestade de um soberano. Adoração é o que os súditos fazem quando se ajoelham diante de uma autoridade, curvando-se e colocando o rosto no chão. Revela uma atitude do coração, interior, quando reconhecemos que Deus é o Senhor de todas as coisas, Senhor inclusive de todos os reinos do mundo e seu esplendor.

“Culto” significa prestação de serviços. O culto é um ato, um engajamento prático que demonstra que esse soberano a quem adoramos merece receber toda a nossa dedicação, todos os nossos recursos e toda a nossa devoção. O culto é a maneira prática como, em nosso estilo de vida, demonstramos que estamos rendidos aos pés de Deus.

Evidentemente, Jesus também enfatiza nessa passagem que o Diabo jamais deve receber, de quem quer que seja, qualquer ato prático de devoção. Poderíamos nos lembrar daquela velha expressão, de que fulano vendeu a alma ao Diabo em troca de ter seus desejos satisfeitos. Mas Jesus está nos dizendo que não há outra autoridade espiritual diante de quem devamos nos ajoelhar, assumir compromissos, prestar serviços ou fazer oferendas, além do único e verdadeiro Deus, Criador dos céus e da terra, o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.

O amor de Deus é gratuito, não se obtém com nenhum tipo de troca. Nossa devoção, nossa adoração e nosso engajamento e culto não são uma negociação ou uma barganha. Nossa adoração e nosso culto a Deus são uma relação de amor — coisa que não é possível com o Diabo. Satanás pode até dar muitas coisas a alguém, mas jamais será capaz de desenvolver uma relação de amor. Da boca de Satanás jamais se ouvirá a respeito de alguém o que Deus disse a Jesus (e sussurra a cada um de nós): “Este é o meu Filho amado, em quem me agrado”. O Diabo só tem prazer em si mesmo. Quem se ajoelha diante do Diabo se torna escravo. Quem adora e presta culto a Deus recebe amor e liberdade.
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Referência do texto: KIVITZ, Ed René. Talmidim: o passo a passo de Jesus. São Paulo: Mundo Cristão, 2012. Página 44.
Transcrição: Deivid Liberto

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

TALMIDIM 037

Depois, o Diabo o levou a um monte muito alto e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e o seu esplendor. E lhe disse: “Tudo isto te darei se te prostrares e me adorares”. Jesus lhe disse: “Retire-se, Satanás! Pois está escrito: ‘Adore o Senhor, o seu Deus, e só a ele preste culto’”.
Mateus 4.8-10
VITRINE
        
Essa é a terceira tentação de Jesus. A primeira foi a tentação de transformar pedras em pães para saciar a fome. A segunda foi atirar-se do pináculo do templo para dar provas de sua messianidade, demonstrando que os anjos o recolheriam e o socorreriam. Nessa terceira, o Diabo coloca diante dos olhos de Jesus toda a glória de todos os reinos do mundo.

A primeira tentação tem a ver com a necessidade do corpo — a fome. A segunda tem a ver com o espírito, a dimensão da vida que compartilhamos com Deus — Deus é Espírito, e é onde rivalizamos com ele, com nossa pretensão de autonomia. A terceira tentação tem a ver com os desejos. Lembra o ditado que diz que “o que os olhos não veem o coração não sente”. O Diabo coloca Jesus diante de uma vitrine, com toda a glória de todos os reinos do mundo, e oferece tudo a ele dizendo: “Se você me adorar, eu posso dar tudo isso para você”.

Entrar na dimensão do desejo é uma viagem muito perigosa porque nossos desejos são ilimitados. A Bíblia Sagrada diz que Deus colocou a eternidade no coração do homem. Talvez por isso Dostoiévski afirme que “o coração do homem tem um vazio do tamanho de Deus”. Isso significa que não há nada que o Diabo possa oferecer a um ser humano para preencher a grandeza ou a imensidão de seu desejo, pois esse buraco na alma humana só pode ser preenchido por Deus. A resposta de Jesus, portanto, é perfeita: “Somente a Deus você pode adorar e somente a ele você deve dar culto”.
Há muita gente vivendo escravizada pelos desejos. Na verdade, somos ensinados a cada dia a olhar para as vitrines, somos bombardeados com ofertas de coisas que podemos comprar ou possuir na perspectiva de satisfação de nossos desejos. Mas desejos são ilusórios. Entrar na aventura de desejar e desejar é um caminho perigoso. Oscar Wilde dizia que há duas coisas ruins na vida: a primeira é desejar e não possuir, a segunda é desejar e possuir. Porque quando você não tem, você vive a falta e a frustração, mas quando tem, experimenta o tédio. A razão é simples: não são as coisas que enchem esse buraco do nosso coração.

A capacidade de fugir das armadilhas dos desejos, ainda que os mais legítimos, e o discernimento de saber que não há nada que o Diabo possa oferecer para matar a fome da alma são desafios que colocam os talmidim de Jesus de joelhos diante de Deus.
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Referência do texto: KIVITZ, Ed René. Talmidim: o passo a passo de Jesus. São Paulo: Mundo Cristão, 2012. Página 43.

Transcrição: Deivid Liberto

TALMIDIM 036

Então o Diabo o levou à cidade santa, colocou-o na parte mais alta do templo e lhe disse: “Se és o Filho de Deus, joga-te daqui para baixo. Pois está escrito: ‘Ele dará ordens a seus anjos a seu respeito, e com as mãos eles o segurarão, para que você não tropece em alguma pedra’”. Jesus lhe respondeu: “Também está escrito: ‘Não ponha à prova o Senhor, o seu Deus’”.
Mateus 4.5-7
LUNÁTICO
        
Eu deveria ter pouco mais de 18 anos quando ouvi o reverendo Caio Fábio interpretando essa passagem. Ao comentar que, baseado na promessa do salmo 91, o Diabo sugeriu que Jesus se lançasse do pináculo do templo provando a todos a sua divindade, o reverendo afirmou que Jesus poderia ter respondido o seguinte: “Deus prometeu que me protegeria no caminho por onde eu andasse, mas não falou nada sobre me proteger no espaço aéreo onde eu voasse”.

Com sua recusa de colocar Deus à prova, Jesus está ensinando que devemos viver com bom senso. É bem verdade que, às vezes, o bom senso vai dizer que o próximo passo deve ser um passo de fé. Mas andar com fé, confiando no cuidado de Deus, não significa viver de maneira irresponsável, contrariando a sabedoria e criando situações absurdas para que Deus as resolva. O homem de fé não é um lunático. Andar com fé é também andar com os pés no chão.

Há muita gente que acredita estar vivendo pela fé, mas seus atos revelam ignorância, estupidez e falta de discernimento. Por exemplo, os que em nome da fé se negam a fazer uso da medicina, tomar remédios ou submeter-se a qualquer processo terapêutico não apenas desprezam a sabedoria milenar, inclusive da tradição cristã, como também negam os ensinamentos da Bíblia. Contrariar o bom senso e a sabedoria não têm nada a ver com fé.

Deus não quer que usemos a fé como força irracional que nos impulsiona a viver de maneira insensata. Pelo contrário, Jesus está nos dizendo: “Você não precisa voar, basta andar com bom senso, confiando que Deus cuida de você”. Não coloque Deus à prova, não exija coisas absurdas dele em nome de sua fé.

A fé e o bom senso não se excluem — podem conviver perfeita e harmoniosamente. Não permita que seu bom senso se torne a contradição e a negação de sua fé. Não permita que sua fé se torne a negação e a contradição de sua lucidez.
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Referência do texto: KIVITZ, Ed René. Talmidim: o passo a passo de Jesus. São Paulo: Mundo Cristão, 2012. Página 42.

Transcrição: Deivid Liberto

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

TALMIDIM 035

Então o Diabo o levou à cidade santa, colocou-o na parte mais alta do templo e lhe disse: “Se és o Filho de Deus, joga-te daqui para baixo. Pois está escrito: ‘Ele dará ordens a seus anjos a seu respeito, e com as mãos eles o segurarão, para que você não tropece em alguma pedra’”. Jesus lhe respondeu: “Também está escrito: ‘Não ponha à prova o Senhor, o seu Deus’”.
Mateus 4.5-7
ÍDOLO
        
O Diabo continua suas tentativas de fazer Jesus provar que ele é quem é, e fazer o Pai provar que tem por Jesus o amor que diz ter. O Diabo quer sugerir que, se Deus nos ama, então não vai deixar que nada de mau nos aconteça. Se Deus nos ama, então podemos viver do jeito que quisermos, mesmo irresponsavelmente, que ele sempre vai nos amparar. Que, como diz a canção popular, o acaso vai nos proteger enquanto andarmos distraídos. Em outras palavras, o discurso do Diabo é: “Deus tem a obrigação de cuidar de você, afinal, ele diz que o ama”.

Mas Jesus tem uma perspectiva diferente. Ele não vai colocar Deus à prova. Não vai puxar o elástico de seu relacionamento com o Pai e exigir que ele responda à maneira atrevida e displicente como vive. Muito pelo contrário, Jesus sabe que os filhos vivem de acordo com a sabedoria dos pais, não os pais para satisfazer os caprichos dos filhos.

O Diabo citou a Bíblia, o salmo 91: “Ele dará ordens a seus anjos a seu respeito, e com as mãos eles o segurarão, para que você não tropece em alguma pedra”. Mas Jesus também citou as Escrituras, Deuteronômio 6: “Não ponha à prova o Senhor, o seu Deus”. Que embate de palavras sagradas!

Quando caímos nessa armadilha de viver na expectativa de que Deus se prove constantemente para nós, manipulando as palavras sagradas de acordo com nossas conveniências, Deus deixa de ser Deus e se torna um ídolo. Deixa de ser aquele que está no controle e passa a ser aquele que corre atrás de nós o tempo todo, para corrigir, remediar ou dar condições ideais à forma como estamos vivendo.

Jesus olha a vida de maneira diferente. E nos ensina que Deus é o Pai, e nós somos seus filhos. Viver como um filho de Deus é jamais colocá-lo à prova. Viver como filho de Deus implica não exigir que Deus prove seu amor. Os filhos de Deus não tratam o Pai como um ídolo.
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Referência do texto: KIVITZ, Ed René. Talmidim: o passo a passo de Jesus. São Paulo: Mundo Cristão, 2012. Página 41.

Transcrição: Deivid Liberto

TALMIDIM 034

Está escrito: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus”.
Mateus 4.4

GENTE
        
Qual palavra procede da boca de Deus? No caso de Jesus, a palavra que declara: “Este é o meu Filho amado, em quem me agrado”. Quando o Diabo sugere que Jesus transforme pedras em pães, Jesus afirma que há coisas mais importantes do que pão. Jesus está citando Deuteronômio, que narra a peregrinação de Israel pelo deserto. Jesus está dizendo que a vida depende de algo que transcende a satisfação dos desejos, dos apetites e mesmo das necessidades físicas mais legítimas.

Isso me faz lembrar a história que um amigo me contou. O filhinho dele, de 5 anos, perguntou: “Pai, o que é espiritualidade?”. A resposta que lhe ocorreu foi: “Filho, no mundo existem coisas que a gente pega e coisas que a gente não pega. As coisas que a gente não pega são mais importantes. Essas coisas que a gente não consegue pegar são as coisas espirituais. Entendeu?”. E o menino foi embora satisfeito.

Essa é uma grande sabedoria. Há coisas que podem ser apropriadas pelos sentidos físicos. Mas há outras coisas que não podem ser percebidas, experimentadas e apropriadas pelos sentidos físicos. Essas coisas são mais importantes. Jesus está ensinando que o amor de Deus é mais importante que o pão. Está apontando para um horizonte de vida que transcende o mundo material.

Vivemos em um mundo repleto de coisas, nossa vida é tão cheia de entulhos e cacarecos, nossa casa, gavetas, armários, bolsas e mochilas andam tão abarrotados. Jesus está nos dizendo: “Nem só de pão viverá o homem”. Os Titãs já cantaram que “a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte”. A gente quer aquilo que é mais do que pão, aquilo que é mais do que o necessário para manter nosso corpo físico funcionando.

Quando ouço Jesus falando “Nem só de pão viverá o homem”, entendo que ele está dizendo mais ou menos o seguinte: “Quem vive só de pão é bicho. Quem vive apenas para satisfazer os apetites do corpo e da carne é bicho. Quem sabe que a vida tem coisa para além do pão é gente”.

 Agradeça a Deus pelo pão de cada dia. Mas jamais se esqueça de que existe uma experiência do amor de Deus que transcende às necessidades e apetites do corpo físico. As coisas da transcendência do amor são as mais importantes.

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Referência do texto: KIVITZ, Ed René. Talmidim: o passo a passo de Jesus. São Paulo: Mundo Cristão, 2012. Página 40.

Transcrição: Deivid Liberto

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

TALMIDIM 033

Depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. O tentador aproximou-se dele e disse: “Se és o Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães”.
Mateus 4.2-3
ALMOÇO GRÁTIS
        
Em sua provocação contra Jesus, o Diabo tenta plantar duas dúvidas. A primeira se refere ao próprio Deus e seu caráter. Ele sabia perfeitamente que Jesus tinha sido batizado e que sobre ele, do céu, a voz de Deus havia se pronunciado dizendo: “Este é o meu Filho amado”. Mas o Diabo provoca: “Será mesmo que você é o filho de Deus?”. Era como se estivesse dizendo: “Será que Deus realmente o ama como a um filho, Jesus?”. O Diabo está colocando em dúvida a palavra de Deus, e o próprio Deus que se pronuncia.

A segunda dúvida, mais evidente, é em relação ao próprio Jesus: “Será que você é aquele que diz ser, Jesus? Será que o Filho amado de Deus é você mesmo? Então prove!”. A maldade do Diabo, nesse caso, é tentar destruir a identidade de Jesus.


Essa é a liberdade que está presente no relacionamento entre Jesus e seu Pai: “Eu sei que sou amado e não preciso provar para ninguém que sou amado. Eu sei que sou amado e não preciso fazer por merecer esse amor. Aquele que me ama não precisa me dar pão para provar seu amor. Confio plenamente no que ele disse”. Essa é a liberdade de uma relação de amor.

Na cultura popular, há o famoso ditado que diz: “Não há almoço grátis”. Mas existe sim. Quando há amor verdadeiro, há almoço grátis. As relações de amor são baseadas na gratuidade, em doações sem cobrança.

Ouça essa voz de Deus em seu coração, dizendo: “Você é o meu filho amado. Você é a minha filha amada”. Viva com Deus essa relação de liberdade, sem cobranças, sem você cobrar nada de Deus e sem se sentir cobrado ou cobrada por Deus a fazer por merecer o amor dele. Não se preocupe em provar para os outros que entre você e Deus existe uma relação de amor. Deixe também que essa experiência de relacionamento livre e de gratuidade de amor transborde para suas relações pessoais. Desenvolva relacionamentos leves, livres, sem cobranças, em que você ama, sabe que ama, é amado e sabe que é amado. Isso constrói a confiança. E quando existe confiança, ninguém precisa provar nada para ninguém.
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Referência do texto: KIVITZ, Ed René. Talmidim: o passo a passo de Jesus. São Paulo: Mundo Cristão, 2012. Página 39.
Transcrição: Deivid Liberto


TALMIDIM 032

Quando alguém for tentado, jamais deverá dizer: “Estou sendo tentado por Deus”. Pois Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta. Cada um, porém, é tentado pelo próprio mau desejo, sendo por este arrastado e seduzido. Então esse desejo, tendo concebido, dá à luz o pecado, e o pecado, após ter se consumado, gera a morte.
Tiago 1:13-15
TENTAÇÃO
        
Tem muita gente que faz besteira e depois põe a culpa no Diabo, ou, pior, em Deus. Mas a Bíblia diz que não é o Diabo o responsável pelo mal que praticamos — muito menos Deus, pois Deus a ninguém tenta e não pode ser tentado. Como diz meu amigo, o Diabo é um surfista, que entra na marola e na onda que já existe dentro do nosso coração. Como a Bíblia afirma: “Cada um, porém, é tentado pelo próprio mau desejo”.

Quando entendi isso, quase automaticamente surgiu uma imagem em minha mente para ilustrar o momento da tentação — uma pia de banheiro comum, cheia de água, com um anel de plástico boiando na superfície. De repente, o tampão que represava a água é retirado e a água começa a escorrer pelo cano em movimento circular. O anelzinho na superfície começa a girar evitar que ele seja sugado para dentro do cano.


Essa ilustração me ajuda a prestar atenção nos movimentos do meu coração, meus desejos maus que são despertados e criam a onda em que o Diabo pode surfar. Quando meu coração começa a se mexer na direção do mal, isto é, quando o anelzinho começa a girar, tento, na medida do possível, tirá-lo dali o mais rápido que posso, para que ele não caia no redemoinho e acabe indo pelo ralo. O segredo para vencer a tentação é não permitir que o anel caia no redemoinho. A tentação é o momento em que a possibilidade de fazer o mal está presente com uma força avassaladora e quase irresistível.

Não hesite em retirar o anel da água quando perceber que as circunstâncias criam possibilidades para a prática do mal. Brincar com a tentação implica correr riscos de deixar que o Diabo entre em seu coração e o empurre a praticar o mal que pode destruir sua vida, machucar as pessoas que você ama, causar danos em seus relacionamentos e fazer descer pelo ralo as coisas mais valiosas que você possui. Ao perceber seu coração se mexendo na direção do mal, tome providências imediatas.

Faça sempre a oração que o poeta bíblico ensinou: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno” (Sl 139.23-24, RA).
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Referência do texto: KIVITZ, Ed René. Talmidim: o passo a passo de Jesus. São Paulo: Mundo Cristão, 2012. Página 38.
Transcrição: Deivid Liberto